segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Ebenézer!


Há exatamente um ano eu passava uma noite dolorosa. Estava sozinha num quarto do HC, prestes a entrar num processo de indução de parto que me gerava muitas incertezas e chorava muito. E Deus, na sua infinita grandeza, usou meu pai para trazer uma palavra de conforto e ânimo.Nesse dia obtive muitos aprendizados dos quais gostaria de compartilhar dois:
1.        Entendi o Salmo 27:10: “Se seu pai e sua mãe me desampararem, o Senhor me amparará”. Em momento algum minha família me desamparou e para mim a palavra se realizou da seguinte forma: Se seu pai e sua mãe, ou seu marido, não puderem estar com você, Eu estarei! Aleluia! O senhor estava comigo e esteve e pude sentir a Sheikiná do Senhor naquele quarto e naquele Hospital! 

2.        Passei por um momento crítico em que meu bebê entrava num estágio de sofrimento fetal e não haveria como fazer a indução. O médico optou pela cesárea e eis o outro grande aprendizado! Sentir que meu filho estava sofrendo foi devastador! Imagine nosso pai ao ver seu Filho Jesus Cristo sendo machucado pelo meu e pelo seu pecado? Saber que o Bernardo não poderia escolher não sofrer e que eu não poderia sofrer em seu lugar me fez desesperar, imagine Deus ao ter que desamparar seu filho para nos dar a salvação?  Quando soube que o sofrimento cessara e o meu filho havia nascido bem, foi como o bálsamo de Gileade invadindo a minha alma! Deus não teve esse sentimento para com seu filho, ele morreu e morreu morte humilhante. Eu não senti isso, mas não saberia se agüentaria a morte de um filho, ou pior, a morte voluntária de um filho.
 Quando Peguei Bernardo em meus braços, 12 horas após o nascimento, pensei: Deus deve ter se sentido assim quando Jesus entrou triunfante no céu, após vencer o pecado e a morte. Então o Espírito Santo me lembrou: Deus não se sentiu assim quando Jesus venceu a morte, pois ele já era e sempre foi vencedor e Deus sabia que Jesus ia descer ao inferno e triunfaria sobre a morte e pecado! Afinal ele é vencedor. O sentimento de: “Ufa tudo ocorreu bem!” é humano, e não haveria de ser diferente! Nós não sabemos do futuro e esse é o motivo pelo qual Deus nos dá a fé, sim até a fé que temos é vinda de Deus.
O Consolador me lembrou de que Deus se sente assim, como quando peguei o Bernardo no colo, toda a vez que uma vida aceita a Cristo e se rende aos seus pés, pois nesse momento ele diz: Seu sofrimento cessou, descanse em meus braços de amor.
Deus nos ama e em sua infinita misericórdia me proporcionou essa experiência para que Sua Glória se fizesse manifesta na terra, através da minha vida,da vida do meu filho e do meu esposo.
Nunca esquecerei uma palavra que meu Tio Ismael me disse quando fiquei diabética: às vezes passamos por provações para que Deus seja louvado. E hoje entendo que ele foi exaltado através de uma gravidez de risco, mas através da qual muitas pessoas foram tocadas por Deus e tiveram acesso à sua Palavra. Testemunharei hoje e sempre que as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã, e como Deus foi misericordioso comigo e como concedeu o desejo do meu coração. Deus seja louvado que a sua Sheikiná se manifeste na terra! Aleluia!
Agradeço primeiramente a Deus autor e consumador da nossa fé, a toda a minha família que esteve comigo em todos os mementos e à Igreja, minha família em Cristo!



quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Começos...

Como tudo tem um começo, imaginem então dois começos?

A minha trajetória como mãe se confunde muito com a minha trajetória como esposa. Afinal as duas começam praticamente juntas! Após um mês de casamento, ou melhor 1 dia antes de completarmos um mês,  descobrimos a gravidez e bumba: como que se inicia uma vida a dois e ao mesmo tempo se organiza a chegada de um bebê???
Foi uma faze hard do aprendizado da convivência: eu estava irritada por que estava grávida ou porque o processo de transição entre e menininha do papai e a esposa do Maridão estava complicado? Foi uma fase difícil (tirando a gravidez em si, que rende um post a parte!).
Aprender a lidar com uma vida a dois e ao mesmo tempo preparar a chegada do bebê foi punk. Por outro lado tivemos que determinar bem os limites entre o espaço do bebê e do casal, estamos aprendendo, mas acho que estamos nos dando bem!
Esse mês está rendendo muitas reflexões, afinal faz um ano que inciamos nessa vida a três, faz um ano de descobertas e Graças a Deus estamos indo...

Tive alguns grandes aprendizados nesse primeiro ano:

1-Somos muito mais fortes do que imaginamos;
2-Realmente a gente respeita muito mais os pais quando temos filhos;

Esses foram dois dos mais marcantes!

Pretendo fazer posts diários nesse mês de aniversário, conforme as minhas reflexões, esse é um mês borbulhante em ideias! 






terça-feira, 1 de outubro de 2013

E vamos a um início que nunca terá um fim...




Afinal temos um bebê para sempre!


Eu sempre tento escrever um blog, mas sempre acabo me perdendo no meio do caminho, uma vez que tenho sempre um milhão de coisas para fazer!
Esses dias eu estava relembrando os momentos que passei  desde quando me tornei mãe, pois o Bernardo fará 1 ano! E ao selecionar as fotos da retrospectiva, parei para pensar: "nossa quanta coisa mudou na minha vida, afinal tenho um bebê, ou melhor TEMOS!"
Tenho a ideia de escrever aqui coisas sobre a minha rotina que mudou muito com a chegada do Bernardinho... TEMOS UM BEBÊ... é a proposta (espero que dê certo!)  de uma efeméride de uma mãe paulista, que trabalha 40 horas semanais, estuda, passeia, programa viagens, vai à Igreja... e tudo isso com um Bebê!!!

Afinal, o que uma pessoinha tão pequeninha pode mudar na nossa vida, senão tudo?