Há exatamente um ano eu
passava uma noite dolorosa. Estava sozinha num quarto do HC, prestes a entrar
num processo de indução de parto que me gerava muitas incertezas e chorava
muito. E Deus, na sua infinita grandeza, usou meu pai para trazer uma palavra
de conforto e ânimo.Nesse dia obtive muitos
aprendizados dos quais gostaria de compartilhar dois:
1.
Entendi
o Salmo 27:10: “Se seu pai e sua mãe me desampararem, o Senhor me amparará”. Em
momento algum minha família me desamparou e para mim a palavra se realizou da
seguinte forma: Se seu pai e sua mãe, ou seu marido, não puderem estar com
você, Eu estarei! Aleluia! O senhor estava comigo e esteve e pude sentir a
Sheikiná do Senhor naquele quarto e naquele Hospital!
2.
Passei
por um momento crítico em que meu bebê entrava num estágio de sofrimento fetal
e não haveria como fazer a indução. O médico optou pela cesárea e eis o outro
grande aprendizado! Sentir que meu filho estava sofrendo foi devastador!
Imagine nosso pai ao ver seu Filho Jesus Cristo sendo machucado pelo meu e pelo
seu pecado? Saber que o Bernardo não poderia escolher não sofrer e que eu não
poderia sofrer em seu lugar me fez desesperar, imagine Deus ao ter que
desamparar seu filho para nos dar a salvação? Quando soube que o sofrimento cessara e o meu
filho havia nascido bem, foi como o bálsamo de Gileade invadindo a minha alma!
Deus não teve esse sentimento para com seu filho, ele morreu e morreu morte
humilhante. Eu não senti isso, mas não saberia se agüentaria a morte de um
filho, ou pior, a morte voluntária de um filho.
Quando Peguei Bernardo em meus braços, 12
horas após o nascimento, pensei: Deus deve ter se sentido assim quando Jesus
entrou triunfante no céu, após vencer o pecado e a morte. Então o Espírito
Santo me lembrou: Deus não se sentiu assim quando Jesus venceu a morte, pois
ele já era e sempre foi vencedor e Deus sabia que Jesus ia descer ao inferno e
triunfaria sobre a morte e pecado! Afinal ele é vencedor. O sentimento de: “Ufa
tudo ocorreu bem!” é humano, e não haveria de ser diferente! Nós não sabemos do
futuro e esse é o motivo pelo qual Deus nos dá a fé, sim até a fé que temos é
vinda de Deus.
O Consolador me lembrou de que Deus se
sente assim, como quando peguei o Bernardo no colo, toda a vez que uma vida
aceita a Cristo e se rende aos seus pés, pois nesse momento ele diz: Seu
sofrimento cessou, descanse em meus braços de amor.
Deus nos ama e em sua
infinita misericórdia me proporcionou essa experiência para que Sua Glória se
fizesse manifesta na terra, através da minha vida,da vida do meu filho e do meu
esposo.
Nunca esquecerei uma
palavra que meu Tio Ismael me disse quando fiquei diabética: às vezes passamos
por provações para que Deus seja louvado. E hoje entendo que ele foi exaltado
através de uma gravidez de risco, mas através da qual muitas pessoas foram
tocadas por Deus e tiveram acesso à sua Palavra. Testemunharei hoje e sempre que
as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã, e como Deus foi
misericordioso comigo e como concedeu o desejo do meu coração. Deus seja
louvado que a sua Sheikiná se manifeste na terra! Aleluia!
Agradeço primeiramente a
Deus autor e consumador da nossa fé, a toda a minha família que esteve comigo
em todos os mementos e à Igreja, minha família em Cristo!


